quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

OS JOVENS, NO CONTEXTO DA SOCIEDADE ATUAL


          Geração Y, assim é denominado o grupo de pessoas com idade em torno de 20 a 30 anos, pertencente  à sociedade atual. Sociedade esta, em que os fatos acontecem e as coisas mudam numa velocidade extremamente maior do que há alguns anos atrás. E esta é a maior característica desta geração, o ímpeto pelo agora, pelo hoje, o imediatismo voraz e a volubilidade dos acontecimentos, isso tudo, com uma carga imensa de informação, porém, com muito pouco conteúdo, e muitas vezes alheia a princípios e valores morais ou sociais.
          Pode ser mencionado, com muita propriedade, o grande choque de gerações que ocorre atualmente, pois na mesma família, empresa, instituição de ensino, ou outro núcleo social comum, convivem pessoas oriundas desde o período pós segunda querra mundial, outros contemporâneos da ditadura militar, até os atuais integrantes da geração Y. Estes últimos, são sedentos por sucessivas  novidades tecnológicas, por desafiar todo e qualquer tipo de limite, e vivem norteados pelo amanhã, onde viver o hoje é intediante, e o ontem é algo ultrapassado e desconsiderável.
          Fica claro, que om que falta para esta geração é a chamada célula mater social, a base para a formação moral de todo e qualquer indivíduo enquanto ser humano membro de uma sociedade: a família. A orientação familiar é algo fundamental, e a geração Y é extremamente desapegada deste sentimento, ou seja, não possui este senso, o que muitas vezes, os torna pessoas muito informadas, capacitadas, porém, sem base para saber administrar e usufruir tudo que o mundo atual pode oferecer e com tamanha velocidade.
          Por tudo isso, que nossos jovens sofrem com esta falta de estrutura, com este vazio de sensos sociais e morais, somados a uma desconcientização política inadimissível. E o fruto disso, é uma sociedade formada por pessoas imaturas emocionalmente, onde a fraude e a ilegalidade fazem parte da convencionalidade da rotina, de personagens informados, dinâmicos e globais, porém, paradoxalmente descontextualizados e inertes, contemplando absurdos que acontecem frente aos olhos de qualquer um, que queira erguer o braço e mudar para melhor, e assim, encontrar o equilíbrio que nossa sociedade precisa para se tornar perêne e sustentável.


Marcus Silva
15/01/2012

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