COMO TODO BOM COLORADO, SOU MAIS UM DOS AFIXIONADOS NO FUTEBOL DO D'ALESSANDRO.
O CARA É UM DOS MESTRES DA ARTE DE JOGAR BOLA, NA ATUALIDADE.
Abaixo vai um texto publicado no blog À sombra dos eucaliptos, muito legal, vale a pena conferir:
Carta aberta a D’Alessandro
20 de janeiro de 2012Caro D’Alessandro, vamos parar de nos enganar. Nós todos sabemos: chegou a hora do pé de meia.
Não peço sua permanência por uma singela razão: não pretendo pagar suas contas no futuro. Se as minhas já custam caro, e eu nem as projeto daqui a alguns anos, imagino as suas. Casa, filhos, excelente padrão econômico, enfim: uma vida inteira nível cinco estrelas para ser sustentada em uma carreira de vinte anos.
Não é tão fácil como as pessoas imaginam, D’Ale. Eu sei que não é.
Está na hora de ir. São, ao que tudo indica, dez milhões de euros. Isso é dinheiro, meu caro. Dinheiro demais. Vá. Vá, sim. Você precisa garantir o futuro da sua família. O Inter? Bem, o Inter sobreviverá. Ganhamos muita coisa juntos, e continuaremos ganhando ainda mais. A vida e esse jogo são assim mesmo. As pessoas se encontram e se desencontram. Mas no meio disso tudo, há um problema, D’Alessandro. Um problema circunstancial, decisivo e que merece – note bem a palavra merece – uma solução conflituosa.
O problema chama-se Once Caldas, D’Alessandro.
A derrota nessa pré-Libertadores destruirá o primeiro semestre do Inter. Serão três intermináveis meses jogando o Gauchão. Entretanto, se passarmos dessa maldita fase de verão, descortina-se a América. O Inter terá tempo para pensar, respirar, reforçar o grupo e embarcar na jornada que poderá nos levar ao Japão em Dezembro, a um novo Mundial Fifa. O único que não ganhamos juntos, D’Ale.
Então, o pedido é simples: D’Alessandro, você precisa jogar essas partidas contra o Once Caldas.
Não vai haver lesão nenhuma. Não vai haver problema nenhum. Nada. Só vai haver emoção e vitória. Estamos sem Andrezinho, que saiu desafortunadamente um mês antes dessa maldita proposta chinesa. Estamos sem Tinga. Não sobrou nem Ilsinho, D’Alessandro. Nem Ilsinho! João Paulo é bom, mas novo. Você quer deixar esse peso todo nas costas dele? Não, não quer.
Você tem caráter, D’Alessandro. Tem caráter, temperamento, gana, todas essas coisas que distinguem os seres humanos do mundo mineral. E gosta de nós. Por isso, jogue. Jogue. Não pense, somente entre em campo. Vamos juntos rumo a uma última vibração. Uma última “La Boba” na linha de fundo. Uma última vez a Popular gritando seu nome. Quem sabe, um último gol. Vamos lá, D’Ale.
Pela última vez, o Inter precisa de você.
Não peço sua permanência por uma singela razão: não pretendo pagar suas contas no futuro. Se as minhas já custam caro, e eu nem as projeto daqui a alguns anos, imagino as suas. Casa, filhos, excelente padrão econômico, enfim: uma vida inteira nível cinco estrelas para ser sustentada em uma carreira de vinte anos.
Não é tão fácil como as pessoas imaginam, D’Ale. Eu sei que não é.
Está na hora de ir. São, ao que tudo indica, dez milhões de euros. Isso é dinheiro, meu caro. Dinheiro demais. Vá. Vá, sim. Você precisa garantir o futuro da sua família. O Inter? Bem, o Inter sobreviverá. Ganhamos muita coisa juntos, e continuaremos ganhando ainda mais. A vida e esse jogo são assim mesmo. As pessoas se encontram e se desencontram. Mas no meio disso tudo, há um problema, D’Alessandro. Um problema circunstancial, decisivo e que merece – note bem a palavra merece – uma solução conflituosa.
O problema chama-se Once Caldas, D’Alessandro.
A derrota nessa pré-Libertadores destruirá o primeiro semestre do Inter. Serão três intermináveis meses jogando o Gauchão. Entretanto, se passarmos dessa maldita fase de verão, descortina-se a América. O Inter terá tempo para pensar, respirar, reforçar o grupo e embarcar na jornada que poderá nos levar ao Japão em Dezembro, a um novo Mundial Fifa. O único que não ganhamos juntos, D’Ale.
Então, o pedido é simples: D’Alessandro, você precisa jogar essas partidas contra o Once Caldas.
Não vai haver lesão nenhuma. Não vai haver problema nenhum. Nada. Só vai haver emoção e vitória. Estamos sem Andrezinho, que saiu desafortunadamente um mês antes dessa maldita proposta chinesa. Estamos sem Tinga. Não sobrou nem Ilsinho, D’Alessandro. Nem Ilsinho! João Paulo é bom, mas novo. Você quer deixar esse peso todo nas costas dele? Não, não quer.
Você tem caráter, D’Alessandro. Tem caráter, temperamento, gana, todas essas coisas que distinguem os seres humanos do mundo mineral. E gosta de nós. Por isso, jogue. Jogue. Não pense, somente entre em campo. Vamos juntos rumo a uma última vibração. Uma última “La Boba” na linha de fundo. Uma última vez a Popular gritando seu nome. Quem sabe, um último gol. Vamos lá, D’Ale.
Pela última vez, o Inter precisa de você.

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