sábado, 31 de dezembro de 2011

POR 2011 É SÓ...

Pois é meu pessoal, por 2011 é só...
E eu só poderia encerrar um ano tão abençoado como este, com a composição que motivou o título deste blog, que pra mim diz muita coisa.
É como uma história recente cantada em versos:

Depois da curva                        (Duca Leindecker)

Amanhã, talvez
esse vendaval faça algum sentido
dá pra se dizer
qualquer coisa sobre todo mundo

por hoje é só
vou deixar passar a ventania
talvez amanhã
vento, vela e velocidade

mar azul
céu azul sem nuvens
logo ali… depois da curva
ali, logo ali, ali… depois da curva

amanhã talvez
esse temporal saia do caminho
dá pra escrever
o papel aceita toda qualquer coisa

por hoje é só
vou deixar passar a tempestade
talvez amanhã
água pura e toda verdade

mar azul
céu azul sem nuvens
logo ali… depois da curva
ali, logo ali, ali… depois da curva

ali, logo ali, ali… depois da curva
ali, logo ali
eu vi, eu vim, venci a curva


DESEJO, TODOS OS BONS MOTIVOS PARA SORRIR DO MUNDO, PARA VOCÊ, NESSA DÚZIA DE 2000!!!

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

"MAKE LOVE, NOT WAR!"


Bom dia pessoal! Trago aqui, meu penúltimo post do ano, com uma imagem que significou muito pra mim.

Sabe aquela imagem que você pode ver em muitos filmes, montagens, pinturas, fotos ensaiadas, etc, e nunca vai fazer o mesmo efeito, quanto se você souber que ela é realmente natural, real, sem intenção nenhuma de impressionar quem está olhando?

Poisé, esta sem sombra de dúvidas, é a GRANDE imagem de 2011 pra mim.

Um ano onde nunca se falou tanto em câncer, em disputas, desavenças, desastres naturais, desastres urbanos e sociais, e lá se vão tantas mazelas, que nem se fala, mas a economia vai bem! Então tá né!?

Não, não tá! É a dita globalização que traz muita coisa ruim, proporcionalmente a seu luminosos e atraentes benefícios!

Este foi 2011, e em meio a tudo isse um casal real (e não digital), no Canadá, Scott Jones e Alexandra Thomas, estão ali, em meio a um tumulto iniciado em Vancouver, os dois foram flagradosm, por uma destas câmeras indiscretas da globalização digital, deitados no asfalto em um beijo apaixonado.

Vejam abaixo o depoimento de Scott, sobre o fato inusitasdo:
"... No meio do tumulto, ela sofreu alguns cortes e machucados quando os guardas começaram a empurrar todo mundo, tentando esvaziar uma rua (por isso ela havia caído). Basicamente, eu tentei confortá-la. A polícia estava por todo lado, nós ficamos para trás na rua vazia. A Alex estava chorando, meio histérica. tentei acalmá-la para que ela se levantasse e conseguíssemos ir para casa."
Que coisa maravilhosa, ver que em meio a confusão, ainda existe a capacidade ou sensibilidade de se proferir um gesto tão bonito...
É que na verdade, nossa sociedade ficou tão digital e modernamente aberta, distantemente próxima e desumanizada, que está sedente por cafonisses!

Sim, cafonisses, coisas simples, normais, como uma camiseta branca, com o dizer extremamente brega: "FAÇA AMOR NÃO FAÇA GUERRA!"

Logo após o ocorrido, a imprensa simplesmente atormentou o casal, os mesmos tiveram que contratar uma acessoria de imprensa para atendê-los. Vê se pode!

Mas, só por causa de um beijo apaixonado!?!?!? Nãããããão, definitivamente não, imagina!

Numa sociedade tão moderna, acostumada a tudo, e mega informada, um gesto de amor de uma casal apaixonado, não poderia de forma alguma, gerar impacto nenhum, muito menos de proporções mundiais como foi este...

Já sei, claro! Deve ser por causa do tal jogo de hokei que motivou a confusão que o time da casa perdeu e não sei mais o que lá, e blá blá blá!!! (Ô Psit! Vou te falar, mas cá pra nós, bem baixinho: Ninguém está dando a míninma pra isso!)

Todo mundo quer mesmo, é olhar para esta foto e suspirar, até o machões do badalado UFC, ou os jovens da geração Y, modernos de roupas coloridas e cabelos que desafiam a lei da gravidade, e suspirar, suspirar e ver que o mundo ainda é cafona, e que coisas normais ainda existem, como o amor de um casal, simples assim.

Do tipo, que se via naqueles filmes beeeeeem melosos e antiquados. Nada de histrórias de amor digitais com criaturas azuis, ou jovens que nascem velhos e envelhecem jovens, romances que nossa mente teima em acreditar que existam, embora a impressione.

Pra comprovar o que eu disse acima, vejam só outra declaração de Scott:
"...Foi uma loucura! Todo mundo queria uma entrevista, o telefone não parava de tocar. Demos uma entrevista para a mídia canadense e outra para a australiana, para tentar esclarecer a história. As pessoas tinham começado a inventar um monte de coisas, falando que a foto era falsa, que eu não era namorado dela... Queríamos deixar tudo claro. O Today Show (noticiário estadunidense da NBC) queria que nós fôssemos a Nova York para a gravação, mas a gente não quis peder tempo das férias que tínhamos programado para isso."

Muito bom meu caro Scott, bravo, bravíssimo! Porque mudar toda sua rotina, o que você havia planejado com sua amada, por algo tão normal!?

Sim, normal, pois, confortar sua pessoa amada com um gesto de carinho é algo normal. Sabia disso Sr. mundo digital, e Dona sociedade globalizada, alôôÔu!!! Ou pelo menos deveria ser.

Resumindo, olhar para a dita foto, é mais ou menos como olhar para esta outra:

Entenderam!? É praticamente o mesmo sentimento que se têm nas duas imagens...

Por favor, deixem brotar o seu mais cafona sentimento entre as pedras: "MAKE LOVE, NOT WAR!"


Por: Marcus Vinicius

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Alegrete está construindo a única Praça da Juventude do interior do Rio Grande do Sul


A Prefeitura de Alegrete lança neste sábado, 02 de julho, às 11h, um novo espaço de esporte, lazer e desenvolvimento de projetos sociais. A Praça da Juventude, que será construída na avenida Caverá, área do Antigo Aeroporto na zona leste do município. Alegrete será a única cidade do interior do Rio Grande do Sul a receber o projeto.




Uma notícia pra relembrar a Querência amada... Aizááá meu Alegrete hein!?

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Trecho do livro Homem cobra Mulher polvo" (vale a pena conferir!)

Polvo e Cobra vão ao banheiro

"...Resumindo: a polvo diz o que está sentindo, pede e oferece ajuda com a maior naturalidade,
enquanto o cobra quer resolver tudo sozinho. As coisas funcionam assim também fora do banheiro. Quando se perde no trânsito, por exemplo, o cobra deixa a polvo à beira de um ataque de nervos. Ele dá sete voltas no mesmo quarteirão, mas não se submete a pedir a ajuda de ninguém. Fica irritado, reclama da falta de sinalização, manda as crianças calarem a boca e se recusa a ouvir os palpites da polvo; quer resolver tudo sozinho.
Se é ela quem está dirigindo (o que, naturalmente, só acontece caso seu cobra esteja doente ou inválido), não hesita em chamar logo o primeiro pedestre que cruza seu caminho: hei, moço!

Então a polvo faz a pergunta e repete a resposta recebida para certificar-se de que entendeu tudo direito. Agora quem passa nervoso é o cobra, pois a polvo fica perguntando as coisas para qualquer um..."

AI AI, NÓS SERES HUMANOS, HEIN...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Somos o que somos, não o que compramos pra somar pobreza...

Nada de plástico, tudo de vida!



Perdi muito do material que me alcançava o tempo...
Estão nos ventos meus buçais de doma, meus chapéus caídos...

E ainda penso que ganhei da vida, meu maior presente
Por estar cadente e saber que a gente basta em ter vivido.

O que encontrares não terá meu nome, pois não foi de mim...
Ficou no chão porque não soube a mão cuidar o bem querido.

Serão as boinas e rebenques novos. Teus agora, entendes?
Eu perdi consciente e ganhastes crente por eu ter perdido.

E quando achares, no caminho saiba que eu não sou Noel.

E perdi ganhando do trenó da vida meus pertences nobres.
E que nunca o gesto de presentes caros sobressaia o claro

De um abraço antigo, de um carinho amigo no natal dos pobres.
Ensine aos menores os valores maiores de haver nascido.

Somos o que somos e jamais seremos nossos bens perdidos!
Eu preciso ver que estarás feliz quando me ver presente.

Eu preciso mesmo é que não chores nunca um bom amor vivido.
Que o teu presente seja o que o natal alerta ao bem vivido.

Compartilhem flores que estarão de graça no jardim da vida
Que floresça a praça ao te ofertar com graça o que plantou o amor

Quando o criador benzeu de luz sublime pra ser compartida.
Diga que eu não pude ofertar o preço, pois pediram muito.

E eu não tinha plata, andava de alpargata, mas cheguei FELIZ.
Tenho o que tu quis, tens o que eu almejo na ilusão dos pobres

Que esse povo “nobre” nunca venda e sobre o bom do meu País.
Que esse povo rico, esteja de alpargata... saiba andar sem plata e tenha o que comer.

Diga que eu não pude ofertar o preço para ter riqueza...
Que eu não fui às compras, me sobraram roupas e vou rezar aos nobres

Pra que tenham luzes governando o mundo pelo pão nas mesas.

Somos o que somos, não o que compramos pra somar pobreza...

(Lizandro Amaral)