Nada de plástico, tudo de vida!
Perdi muito do material que me alcançava o tempo...
E ainda penso que ganhei da vida, meu maior presente
Por estar cadente e saber que a gente basta em ter vivido.O que encontrares não terá meu nome, pois não foi de mim...
Ficou no chão porque não soube a mão cuidar o bem querido.Serão as boinas e rebenques novos. Teus agora, entendes?
Eu perdi consciente e ganhastes crente por eu ter perdido.E quando achares, no caminho saiba que eu não sou Noel.
E perdi ganhando do trenó da vida meus pertences nobres.
E que nunca o gesto de presentes caros sobressaia o claroDe um abraço antigo, de um carinho amigo no natal dos pobres.
Ensine aos menores os valores maiores de haver nascido.Somos o que somos e jamais seremos nossos bens perdidos!
Eu preciso ver que estarás feliz quando me ver presente.Eu preciso mesmo é que não chores nunca um bom amor vivido.
Que o teu presente seja o que o natal alerta ao bem vivido.Compartilhem flores que estarão de graça no jardim da vida
Que floresça a praça ao te ofertar com graça o que plantou o amorQuando o criador benzeu de luz sublime pra ser compartida.
Diga que eu não pude ofertar o preço, pois pediram muito.E eu não tinha plata, andava de alpargata, mas cheguei FELIZ.
Tenho o que tu quis, tens o que eu almejo na ilusão dos pobresQue esse povo “nobre” nunca venda e sobre o bom do meu País.
Que esse povo rico, esteja de alpargata... saiba andar sem plata e tenha o que comer. Diga que eu não pude ofertar o preço para ter riqueza...
Que eu não fui às compras, me sobraram roupas e vou rezar aos nobresPra que tenham luzes governando o mundo pelo pão nas mesas.

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